Educação: esclarecendo e desmentindo fake news
- Thainá Queiroz
- 8 de mai. de 2019
- 2 min de leitura
Popularizando-se com o advento das redes sociais, as fake news (termo em inglês com tradução livre para “falsas informações”) se insere no debate público a partir das eleições de 2016, em que Donald Trump é eleito presidente dos Estados Unidos. Durante a corrida eleitoral, agencias especializadas começam a investigar o uso de informações sensacionalistas, principalmente envolvendo a adversária do atual presidente, Hillary Clinton.
Com manchetes absurdas, as fake news tem capacidade de disseminar informações de maneira rápida e atrair acessos, seja para criar boatos ou propagar ódio e mentiras.
No Brasil, após o Ministro da Educação ter anunciado corte de 30% das verbas de todas as universidades federais, as redes sociais foram bombardeadas com as famosas fake news acerca do noticiado, a saber, aqui serão listados algumas delas:
1- “O governo está cortando da educação superior para investir na educação básica.”
A VERDADE: Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o MEC congelou 2,4 bilhões da educação básica, mesmo no plano de Jair Bolsonaro (PSL) ter sido apresentado que a educação básica seria prioridade em detrimento ao ensino superior, os cortes vão em contramão ao que foi proposto.
2- O Brasil gasta demais com os alunos universitários.”
A VERDADE: Na coluna de Jamil Chade é apresentado um infográfico a respeito dos gastos com universitários no Brasil e indica o pior índice de gastos com educação ocupando o último lugar da colocação.
3- “As universidades públicas não estão sendo eficientes.”
A VERDADE: Segundo publicação do blog Universo Racionalista, 95% da produção científica feita no Brasil se originam das universidades públicas, sendo algumas delas presentes no ranking do World University Rankings (CWRU).
4- “Na universidade pública só estuda quem tem condições de pagar.”
A VERDADE: Em pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), 43% dos alunos ingressam nas universidade públicas são oriundos das classes C, D e E, desmistificando a ideia de que o ensino superior gratuito e de qualidade abrigam apenas famílias ricas.
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