Inteligência Artificial, ética e direitos humanos
- Luana Matos
- 4 de jun. de 2019
- 1 min de leitura
O avanço da inteligência artificial (IA) está cada vez maior, e casos como "o da robô Tay, da Microsoft, que praticamente virou racista e homofóbica em apenas 24 horas, solta no Twitter, e dos bots do Facebook que criaram uma linguagem própria para conversar entre si e que era incompreensível" levantam a necessidade de se debater ética e direitos humanos em relação à IA. "Grandes empresas de tecnologia e de órgãos internacionais e multilaterais como a OCDE e a Comunidade Europeia" estão debatendo o assunto, no entanto, o mesmo não ocorre no Brasil.
Segundo Eduardo Magrani, advogado especialista em direito digital e professor da FGV, do IBMEC e da PUC-Rio, autor do livro "Entre dados e Robôs", que será lançado dia 3 de julho pela editora Arquipélago, "antes criávamos máquinas domesticadas, cujos riscos atrelados eram conhecidos. Agora estamos criando máquinas imprevisíveis by design. Precisamos discutir em que sociedade queremos viver; que tipos de tecnologias a gente quer criar; e quais riscos estamos dispostos a correr'".
Os princípios que estão sendo debatidos em relação à IA são: 1) justiça e não-discriminação; 2) proteção à privacidade dos dados; 3) transparência (especialmente sobre o funcionamento do algoritmo); 4) definição de responsabilidades e de prestação de contas; 5) valorização da diversidade e da inclusão social; 6) preservação do bem-estar social e do meio ambiente; 7) supervisionamento humano.
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