Direitos humanos não passam de letra morta para SBT e Record
- Danielle F. Rodrigues Furlani
- 7 de out. de 2019
- 1 min de leitura
Estreia de novo programa policialesco, concurso de miss infantil e naturalização de beijo forçado evidenciam o retrocesso nos direitos humanos pela mídia brasileira. No último dia 22 de setembro, o programa Silvio Santos, do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), exibiu o quadro chamado "Concurso de Miss Infantil". O quadro que começa com seis crianças desfilando pelo palco do programa vestidas de fantasias, após uma rodada de perguntas feitas pelo apresentador, prossegue com a volta das garotas ao palco em trajes de banho. É neste momento que o apresentador pede ao público para escolherem uma das crianças por seus atributos físicos, tratando crianças de 7 e 8 anos de idade como mulheres adultas. Na Record, outro caso ganha repercussão na última semana, o beijo forçado de Phelippe Haagensen em Hariany Almeida, ambos participantes do reality show "A Fazenda". O ato é tipificado como importunação sexual desde setembro de 2018, com a aprovação da lei 13.718. Voltando ao SBT, a estreia do Alarma TV, programa do gênero policialesco que foi ao ar às 19h20 no último dia 1° e passando a ser exibido 10h30 antes da programação infantil, reforça um conteúdo de exposição indevida de pessoas, violação da intimidade e temáticas inapropriadas para exibição no horário matutino. Mesmo o Brasil possuindo leis que responsabilizam aqueles que desrespeitam a dignidade humana e disseminam discursos de ódio, falta regulação.
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