Responsabilidades e cuidados com os dados difundidos na Internet
- Eula D.T.Cabral
- 1 de jun. de 2020
- 4 min de leitura
Com a pandemia do coronavírus, as pessoas precisaram ficar em casa para evitar que a doença atingisse a todo(a)s. Trabalho, estudos, contatos com a família ficaram dependentes das novas tecnologias, principalmente da Internet e do celular. Saber lidar com os conteúdos exigiu mais responsabilidade e cuidado.
Diante de um grande número de informações e dados disponibilizados na internet, aumentaram as invasões aos dispositivos móveis, resultando na clonagem de celulares e de cartões de débito e crédito.
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Como se proteger diante dos perigos impostos aos internautas? Como definir que tipo de conteúdo é de qualidade e credibilidade? O que fazer se cair em armadilhas?
Algo importante que precisa ser entendido é que a Internet possibilita a entrada/invasão nos dispositivos conectados, sejam computadores de mesa ou móveis e até o telefone celular.
Especialistas na área de informática, conhecidos como hackers, podem ter acesso aos conteúdos e às chaves de segurança, em nome de empresas, para identificar problemas e deficiências dos produtos. Outros, chamados de crackers, coletam os dados e senhas e quebram os códigos de segurança em proveito próprio, como prática criminosa. Como evitar ser vítima?
Internet acessível e sem senha podem ser armadilhas
Com as redes públicas espalhadas, que não exigem senhas para ter acesso à internet, os crackers conseguem entrar nos dispositivos conectados e ter acesso aos dados bancários e respectivas senhas.
Por mais que pareça interessante utilizar a internet liberada, em lugares fora de casa, é importante ressaltar que se for preciso trabalhar com senhas ou dados bancários, deve-se usar somente o plano de dados (3G, 4G…) ou redes Wi-Fi que exijam senhas, algo que também não garante 100% a segurança do internauta.
Outra estratégia importante é não abrir nenhum anexo de emails desconhecidos. Pois, podem vir com vírus ou dispositivos que gravem o conteúdo e o disponibilize ao espião. Também não se deve enviar, por SMS, por WhatsApp ou por email, dados sobre cartão, senhas etc.
Aumenta o número de clonagem e de sequestro de contas do WhatsApp
Com o grande uso do WhatsApp e o aumento da dificuldade financeira da população, os crackers também vêm se beneficiando da solidariedade das pessoas.
De acordo com pesquisas da empresa cibersegurança PSafe, mais de 8 milhões de brasileiros já foram vítimas de golpe no WhatsApp. Os crackers têm acesso aos contatos dos usuários e pedem ajuda financeira. Como não cair no golpe e evitar a clonagem de sua conta?
Duas recomendações vêm sendo passadas aos usuários do WhatsApp. A primeira é ativar a confirmação de seus dados antes de entrar na conta, criando um código PIN com seis dígitos. No sistema IOS (Iphone), basta acessar: Ajustes>Conta>Confirmação em duas etapas. No Android (Samsung, entre outros), deve ir em: Configurações>Conta>Confirmação em duas etapas. Com o código de ativação pronto, não repassá-lo a nenhuma pessoa ou empresa.
A segunda orientação é sempre desconfiar de ligações e pedidos para que o código do sistema de segurança seja enviado. É importante ressaltar que qualquer pedido de senhas e códigos sempre será suspeito. Nenhuma instituição pede confirmação desses dados. De acordo com especialistas em segurança e investigadores da polícia, esse pedido sempre será feito por criminosos.
Caso a conta do WhatsApp tenha sido clonada, faz-se necessário entrar em contato com a operadora do celular e solicitar a suspensão temporária da linha telefônica, além da transferência do número para um novo chip. Deve-se, também, enviar um e-mail para support@whatsapp.com, informando o número do telefone no formato internacional (+55 9 XXXX XXX), solicitando o bloqueio do WhatsApp clonado, ou ir em Ajustes>Ajuda>Fale Conosco (Iphone) ou Configurações>Ajuda>Fale Conosco (Android) e informar o problema.
É importante destacar que o perfil ficará suspenso por 30 dias para que a vítima consiga reativá-lo. Com a linha ativa, é preciso reinstalar o aplicativo do WhatsApp e configurar a conta.
De acordo com os investigadores policiais, deve-se entrar em contato com uma Delegacia de Polícia Civil e fazer um boletim de ocorrência para que o caso seja investigado, pois o crime será configurado como falsidade ideológica, estelionato e furto. As penas variam de três a 15 anos, além de multa. Além disso, deve-se informar aos parentes e amigos que a conta foi clonada, para evitar que sejam vítimas dos golpes.
Evitar clonagem de cartão de crédito e de débito
Os cartões de débito e de crédito se transformaram nas formas de pagamento mais aceitas no mercado diante da pandemia do coronavírus. Ao mesmo tempo, verificou-se um aumento no número de clonagens. O que fazer?
Algo fundamental para o consumidor é solicitar das instituições responsáveis pelos cartões o envio de mensagens SMS de qualquer movimentação feita com o cartão. Isso possibilita que o cliente saiba se estão usando seu cartão para compras indevidas. Esse pedido é algo corriqueiro e muitas instituições oferecem automaticamente essas informações ao cliente.
Caso o cidadão perceba alguma movimentação indevida no seu cartão, deve entrar em contato imediatamente com a instituição financeira que irá cancelar a compra e bloquear o cartão. Em muitos casos, fará a ocorrência, cancelará o cartão e enviará um novo para o cliente (que precisa informar o ocorrido, pedir o cancelamento da compra e do cartão e solicitar o novo cartão). Porém, se aparecer no extrato da conta ou na fatura do cartão cobranças desconhecidas, é preciso repetir o processo anterior e fazer um boletim de ocorrência na Delegacia (pode ser online), dando todos os detalhes sobre o ocorrido.
Outra observação fundamental é evitar abrir emails falsos, com anexos, e manter um antivírus sempre atualizado no computador e no smartphone e não enviar dados do cartão de crédito, como número, código CVV e validade, por email e mensagens e nem realizar recadastros destas informações.
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Fonte da imagem: Pixabay
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