top of page
Buscar

Hoje arquivistas audiovisuais e ativistas debaterão o uso do vídeo como prova jurídica em defesa da

  • Maria Byington
  • 19 de jun. de 2020
  • 3 min de leitura

Arquivando protestos, protegendo ativistas é o encontro promovido por Documenting The Now com WITNESS, Blackivists, Texas After Violence Project e Project STAND - organizações que trabalham com o uso de arquivos audiovisuais e de redes sociais em defesa dos direitos humanos - para uma conversa online hoje (19/06), às 13h (BRT Brasilia Time), no contexto da recente onda de protestos contra os sistemas racistas, provocada pela morte de George Floyd, Breonna Taylor e muitos outros vitimados pela violência policial e pelo racismo estrutural, seja nos Estados Unidos, no Brasil e em todo mundo.


Ressalta-se o fato da morte de George Floyd ter sido denunciada a partir do registro audiovisual por uma adolescente negra com seu telefone celular ser divulgado nas redes sociais, viralizando mundialmente o arquivo audiovisual testemunho da frase desesperada "I can´t breathe", agora usado como prova da violência policial em programas noticiosos em canais de televisão aberta ou segmentada de todo o planeta. Hoje serão apresentados métodos e recursos para manifestantes e trabalhadores da memória visando documentar com segurança e ética a extrema violência policial contra os manifestantes nos Estados Unidos.


Para assistir ao encontro de hoje, não é necessária inscrição prévia, o acesso aberto pode ser feito através da página do evento Arquivando protestos, protegendo ativistas clicando aqui ou direto na plataforma de reunião clicando aqui.


E para saber mais, basta clicar sobre o nome de cada organização ou projeto, a seguir:


O projeto colaborativo congrega acadêmicos, ativistas e profissionais para criar e desenvolver ferramentas tecnológicas e ajudar arquivistas, ativistas e pesquisadores a trabalhar com dados de mídia social e construir práticas comunitárias apoiando especialmente a coleta ética, o uso e a preservação de longo prazo de conteúdos publicados em mídia social. E é desenvolvido pela Universidade de Maryland, a Universidade da Virgínia e a empresa Shift Design, com financiamento da Fundação Andrew W. Mellon.


A organização colabora com ativistas, advogados de direitos humanos e organizações internacionais de justiça para aumentar o valor probatório do vídeo capturado em campo e treina ativistas para arquivar e preservar seus documentos audiovisuais, mantendo sua integridade por longo prazo, para que violações dos direitos humanos não possam ser negadas ou esquecidas ao longo do tempo e disponibiliza uma biblioteca de recursos gratuitos para ativistas audiovisuais, formadores e apoiadores. Esta documentação ajuda pessoas a usar o vídeo e a tecnologia para proteger e defender direitos humanos. Diversas publicações estão disponíveis em português.


É um coletivo de arquivistas negros capacitados e treinados para priorizar o trabalho com a memória e a preservação do patrimônio cultural negro. A missão do Blackivists é usar o conhecimento profissional sobre práticas de arquivamento e preservação do patrimônio cultural para documentar comunidades historicamente sub-documentadas e, assim, ajudar indivíduos e organizações a inventariar, documentar e preservar todos os aspectos da humanidade, com o objetivo de capacitar as pessoas a usar o passado para teorizar ou criar, por ação direta, um futuro radical, libertador e inclusivo.


É um projeto de arquivo e documentação baseado na comunidade que busca uma compreensão mais profunda dos impactos da violência sancionada pelo Estado sobre indivíduos, famílias e comunidades, cuja missão é conduzir pesquisas responsáveis, inclusivas e éticas, e construir um arquivo de histórias e outros materiais que transfiram o poder narrativo para comunidades marginalizadas e oprimidas e promovam a justiça restaurativa e transformadora.


O Student Activism Now Documented (Ativismo Estudantil Agora Documentado) é um consórcio de mais de 40 faculdades e universidades nos EUA que está criando um hub online para aumentar o acesso a arquivos digitais e analógicos e coleções históricas que documentam o ativismo estudantil norte americano. Em 2018, o Instituto de Serviços de Museus e Bibliotecas concedeu ao projeto STAND um prêmio no valor de U$ 92.096 sob o Programa de Liderança Nacional para Bibliotecas, que custeará quatro projetos de pesquisa acerca do papel de estudantes como agentes de mudança nas perspectivas de classe, raça, gênero e sexualidade.


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • EPCC no YouTube
  • Casa de Rui Barbosa
bottom of page