Pesquisa da UnB analisa grupos masculinos no whatsapp
- Marilda Samico
- 13 de jul. de 2020
- 1 min de leitura
Depois de anos pesquisando sobre masculinidades, a professora do departamento de Psicologia Clínica da Universidade de Brasília (UnB), Valeska Zanello decidiu fazer um estudo sobre o material compartilhado dentro de grupos do whatsapp, exclusivamente de homens heterossexuais.
A professora, que é autora do livro “Saúde Mental, Gênero e Dispositivos", recebia prints enviados por homens "espiões" e a partir deles, analisou a misoginia presente nesses grupos masculinos.
Valeska afirma que esses grupos são uma espécie de tecnologia de gênero e um sintoma da nossa cultura, onde a masculinidade ainda é hegemônica. Segundo a pesquisadora é comum serem compartilhadas fotos e vídeos de mulheres, a maioria deles pornográficos.
Com base nas mensagens trocadas entre os participantes, a pesquisadora observou o quanto a masculinidade é pautada na objetificação sexual das mulheres e em ideais misóginos.
— A objetificação é a transformação do outro em coisas. Transforma a mulher em bunda, peito, vagina. Ela não é um sujeito — explica Valeska.
Um artigo com os resultados da pesquisa será publicado no livro “Gênero em Perspectiva”, que será lançado, ainda neste ano, pelo Instituto Federal de Brasília (IFB).
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