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O dia da cultura brasileira

  • Eula D.T.Cabral
  • 5 de nov. de 2020
  • 4 min de leitura

A cultura é fundamental para o desenvolvimento de uma nação.


De acordo com Michel de Certeau, em sua obra "A cultura no plural" (2008, p.9 e 10), “para que haja verdadeiramente cultura, não basta ser autor de práticas sociais; é preciso que essas práticas sociais tenham significado para aquele que as realiza”. Cultura “não consiste em receber, mas em realizar o ato pelo qual cada um marca aquilo que outros lhe dão para viver e pensar”. Ë o “conjunto de valores a serem defendidos (...) Um trabalho que deve ser realizado em toda a extensão da vida social”.


No caso do Brasil, é importante ressaltar que é um país multicultural com 5.570 municípios com uma população diversificada. Sua Constituição federal, de 1988, registra no artigo 215 que "o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais(…)". E em seu artigo 216 que "constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira (…)". Mas, como garantir esse direito à cultura?


Em 1970, o governo federal criou o dia da Cultura, instituído pela lei federal nº 5.579, de 15 de maio, que o definiu como "Dia da Cultura e da Ciência”, tendo como patrono Rui Barbosa, nascido em 5 de novembro de 1849.


Rui Barbosa foi escolhido como patrono do dia, por ser um defensor da cultura brasileira e ter lutado pela abolição da escravatura e liberdades civis, seja como deputado, senador, ministro e candidato, por duas vezes, à Presidência da República. Em 1907, como diplomata, representou o Brasil na Segunda Conferência Internacional da Paz em Haia, sendo eleito no final de sua vida, como juiz da Corte Internacional. E, como jornalista, atuou em grandes jornais que lutavam pelas causas cidadãs e revolucionárias, tornando-se, também, escritor. Seus estudos e paixão pela língua portuguesa, o levaram a fazer parte do grupo de membros fundadores da Academia Brasileira de Letras (ABL), tornando-se presidente em 1908, após a morte de Machado de Assis.


A contribuição de Rui Barbosa à sociedade fez com que o governo brasileiro adquirisse em 1924 a casa em que ele viveu no Rio de Janeiro (RJ), no período de 1895 a 1923, e todo seu acervo. Em 1966, através da Lei 4.943, de 6 de abril, esse patrimônio transformou-se em Fundação Casa de Rui Barbosa, instituição pública federal vinculada à área de cultura, que tem como finalidade "desenvolvimento da cultura, da pesquisa e do ensino, cumprindo-lhe, especialmente, a divulgação e o culto da obra e vida de Rui Barbosa”.


Para comemorar o dia da cultura, no dia 6 de novembro de 2020, às 18h, será realizado o III Ciclo de Palestras "Paradigmas Culturais Hoje", contando com a participação de Eula D.T.Cabral, Maria Érica LimaRonaldo N.da Gama, Ana Torrezan e Mariana Teixeira. O evento será transmitido pelo canal do Youtube, EPCC Brasil. Faça sua inscrição e garanta o seu Certificado.


O objetivo do evento é reunir alunos de graduação e pós-graduação, pesquisadores, ativistas e interessados na área de Cultura para analisarem e debaterem o campo, criando espaços de interlocução e troca entre a academia e a sociedade. É organizado pelo grupo de pesquisa Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC), da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), e pelo Centro de Pesquisas e Produção em Comunicação e Emergência (EMERGE), da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Conheça os palestrantes


Eula D.T.Cabral é Doutora e Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), com pós-doutorado em Comunicação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Trabalha com pesquisas e projetos na FCRB, atuando no grupo de pesquisa EPCC e como professora no Programa de Pós-graduação em Memória e Acervos.


Maria Érica Lima é Doutora e Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). É professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Conselheira da Rede de Estudos e Pesquisa em Folkcomunicação.


Ronaldo N.da Gama é Doutor em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Mestre em Teatro e Artes do Espetáculo pela Université de Paris III (Sorbonne-Nouvelle). Trabalha há 38 anos na área de teatro, cinema e televisão, com projetos culturais ligados à dramaturgia brasileira voltados para o público infanto-juvenil.


Ana Torrezan é Mestre em Cultura e Territorialidades e bacharel em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Pós-graduanda em Marketing Digital Estratégico e Gestão de Projetos e Metodologias Ágeis pela UNIMAIS. Colaboradora no Centro de Referência de Políticas Culturais, do RUBI da FCRB.


Mariana Teixeira é Mestranda em História Política pelo Programa de Pós-graduação em História da UERJ. Bolsista do Centro de Referência de Políticas Culturais, do RUBI da FCRB. Membro do grupo de pesquisa Economia Política da Comunicação e da Cultura (EPCC/FCRB), atuando na linha Direito à Cultura.


III Ciclo de Palestras "Paradigmas Culturais Hoje" 

Data: 06/11/2020

Horário: 18h às 21h




Arte: Lúcia Novaes.


 
 
 

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