O imaginário em torno do cangaço
- Luana Matos
- 3 de jun. de 2021
- 1 min de leitura
Nesta terça-feira, dia 01 de junho de 2021, Durval Muniz de Albuquerque postou um texto no Diário do Nordeste sobre a utilização do imaginário em torno do cangaço a partir do filme Bacurau e Juliette. Segundo o historiador, ambos reatualizam a imagem do cangaço reforçando um mito. O primeiro com "a famosa cena das cabeças degoladas dos integrantes do bando de Lampião, arrumadas em pose de retrato de família, na escadaria da igreja" e Juliette ao utilizar o chapéu de cangaceiro, tanto nas imagens publicadas em sua conta do instagram e também no programa do Faustão - da rede Globo. Tais utilizações recuperam um imaginário de força e resistência. Mas segundo o autor, tal imaginário não tem a ver com a realidade.
Pois, o cangaço, movimento que surgiu em 1877-1879 formado por homens armados que trabalhavam para os coronéis e foram deixados a própria sorte por conta da seca, agiria acima de tudo com violência e não é homogeneamente um movimento de classes populares. Mas no imaginário se tem a imagem de "um revoltado, um rebelde a quem faltava o projeto político correto de transformação do mundo, cuja valentia e destreza com as armas podiam ser colocadas a serviço da revolução social". Para o autor, devido a toda prática violenta dos cangaceiros seria um erro recorrer e levantar tal imaginário.
Além do texto na íntegra deixo também abaixo uma crítica a ele.
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